O mercado residencial brasileiro manteve um ritmo positivo no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram comercializadas 226.536 unidades novas, um crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado chama atenção principalmente pelo cenário de juros elevados, que costuma aumentar o custo do financiamento e impactar as decisões de compra.
O MCMV ganha protagonismo.
Uma das principais forças por trás desse movimento é o Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
No segundo trimestre, os empreendimentos enquadrados no programa representaram 58% dos lançamentos realizados no país, mostrando a importância da habitação de interesse social para o desempenho do mercado residencial.
O programa vem ampliando o acesso à moradia e movimentando toda a cadeia da construção civil, desde o desenvolvimento de novos empreendimentos até a comercialização das unidades.
O mercado segue avançando.
O crescimento não ficou restrito aos empreendimentos enquadrados no programa.
Somente no segundo trimestre, foram comercializadas 113.676 unidades novas, alta de 5,3% em comparação com o mesmo período de 2025.
Para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), os números indicam um mercado que segue saudável e estável, mesmo diante dos desafios do cenário econômico.
O que esse movimento mostra?
Os dados reforçam uma característica importante do mercado imobiliário brasileiro: a demanda por moradia continua presente mesmo em um cenário de crédito mais desafiador.
A força do MCMV mostra também como políticas de acesso à habitação podem contribuir para manter o mercado aquecido e ampliar as possibilidades para quem busca conquistar a casa própria.
Para o setor, o primeiro semestre deixa uma sinalização positiva: o mercado residencial continua crescendo, e a habitação segue ocupando um papel importante na economia brasileira.